Dia das Crianças: dicas para não gastar demais

É possível presentear e celebrar a criançada neste 12 de outubro sem prejudicar as finanças. Veja como!

Você sabia? O Dia das Crianças foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para homenagear a declaração dos direitos dos pequenos. Tratava-se, assim, de uma data para nos lembrar da importância de cuidarmos de nossos jovens – em nada relacionada a presentes caros. Hoje, no entanto, basta o Dia das Crianças se aproximar para já nos preocuparmos com o presente que as crianças querem e, claro, com o quanto ele custa.

“A data não precisa ser sinônimo de gastos. Cada família pode adaptar a comemoração para sua realidade financeira, afinal, as crianças devem estar inseridas nesta realidade”, diz José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. Transforme o Dia das Crianças numa oportunidade para passar mais tempo com seu filho, brincar com ele e dar carinho. Mais do que qualquer presente caro, o que as crianças mais desejam é atenção, especialmente em um momento em que a vida anda tão corrida para todos.

Veja abaixo algumas sugestões de presentes e atividades para fazer a alegria da meninada neste Dia das Crianças!

O que você valoriza x o que a criança quer

“Minha filha, quando tinha um ano e meio, ganhou um mini piano dos avós, que veio em uma grande caixa. Enquanto montávamos o piano, percebi que ela estava se divertindo com a caixa. Nem ligou para o presente e passou a tarde brincando com a embalagem. Neste dia me dei conta que valorizamos algumas coisas porque sabemos que foram caras, como se isso as tornassem melhores. Para as crianças, é irrelevante”, conta a empresária Fernanda Souza, de São Paulo. Ou seja, ao comprar um presente para seu filho, não busque “o melhor” achando que isso tem a ver com tamanho e preço. Procure o que fará com que ele se divirta! Além disso, siga algumas dicas:

  • Preste ainda mais atenção nos gostos do seu filho, suas brincadeiras, as histórias que conta. Tudo isso ajuda com ideias para presentes que o agradarão;
  • Nada de dar o presente antes da hora. Espere para dar no Dia das Crianças;
  • Não dê vários presentes, apenas um. Pense que provavelmente ganhará algo também dos avós e de outras pessoas. E, mesmo que não ganhe, um presente já é suficiente para marcar a data;
  • Assim que a criança abrir a embalagem, comece a brincar com ela e com o novo brinquedo, tornando o momento mais especial e carinhoso;
  • Dê um presente compatível com a realidade financeira da família. Presentes que seu filho sabe que são caros passarão a mensagem de que os pais têm mais dinheiro do que de fato possuem, o que o confundirá.

O dia não é das crianças? Deixe que elas escolham o que fazer!

Isso mesmo: deixe seu filho ser um agente ativo na programação do Dia das Crianças. O ideal é apresentar algumas opções de programas e deixar que ele escolha. Dessa forma ele se sentirá parte da decisão e instantaneamente ficará animado para fazerem o que ele decidiu. Para enumerar algumas alternativas, tenha em mente a personalidade dele. Além disso, muitas vezes um passeio pode ficar mais barato do que comprar um presente. Abaixo, algumas sugestões:

  • Um piquenique no parque, só entre a família ou convidando outros amiguinhos. Neste caso, cada pai ou mãe pode levar algo para comer e beber;
  • Procure em lugares como o Sesc programações infantis gratuitas ou com preços bem em conta, como teatros e shows;
  • Organize um dia inteiro em casa mesmo, pedindo a ajuda dos pequenos com sugestões de brincadeiras, filmes, etc.
  • Faça algo que a criança goste muito, mas que normalmente não a deixa fazer, como brincar com tinta (especial para crianças, não tóxica);

Não caia na chantagem emocional dos pequenos

Pais e mães sabem o quanto parte o coração ver o filho triste, chorando, querendo algo sem obter o que deseja. Mas esta é a vida, certo? Nem sempre conseguimos o que gostaríamos e aprendemos a, com dedicação e esforço, ir atrás de nossos objetivos. Pois é isso que pais devem ter em mente ao resistir à pressão dos filhos por presentes caros. Não foque na carinha chorosa ou emburrada, mas na lição de vida que está passando ao seu filho. “Através do limite você dá parâmetros, mostra até onde pode-se ir. Ao impor limites você ensina a noção de caro e barato, do que a família tem condições de comprar e do que não tem”, explica Patricia Broggi no livro “Falando de Grana” (Ed. Panda Books).

Lembre-se também que crianças são extremamente suscetíveis à publicidade. O carrinho com a cara da estrela do filme famoso não será mais divertido de brincar do que um modelo sem a cara do personagem e mais barato. O que os pais precisam é explicar isso aos filhos, falar abertamente de dinheiro, sem vergonha de dizer “é muito caro”. E, com isso, aproveite para também ensinar à criança a importância de economizar para poder ter o que se deseja.

Cuidado com as dívidas

No Dia das Crianças é comum comprar presentes para os filhos e “só uma lembrancinha” para as outras crianças da família. O problema é que, com os presentes e de lembrancinha em lembrancinha, acaba-se gastando mais do que normalmente se gasta no mês. Neste momento extrapolar nas compras é perigoso, especialmente tratando-se do fim do ano, época em que se gasta mais com viagens, presentes de Natal, confraternizações com colegas de trabalho, etc. “A medida em que o fim do ano se aproxima, a pessoa já deve organizar o orçamento familiar para se preparar para as despesas de dezembro e também para as de janeiro, como impostos, matrícula e material escolar, por exemplo”, diz Vignoli.

Para se organizar financeiramente neste Dia das Crianças, procure:

  • Olhar atentamente para sua conta, vendo inclusive gastos futuros, para decidir o quanto pode gastar;
  • Fazer uma lista de quem será presenteado e até quanto pode gastar em cada lembrancinha;
  • Pesquise preços, tanto na internet quanto em lojas físicas;
  • Nada de ir às compras acompanhado pelas crianças! Você certamente vaia acabar gastando mais;
  • Procure ter o dinheiro à vista. Dessa forma não somente controla melhor seus gastos como também pode pedir desconto.

Fonte: Meu Bolso Feliz

8 dicas para a organização contábil da sua empresa!

Vendas, compras e despesas devem ser acompanhadas e avaliadas com frequência. A saúde de um negócio depende de controle financeiro eficaz e eficiente.

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Dicas para o controle contábil do negócio:

1) Registros mínimos sobre as operações, como:

Vendas à vista ou a prazo;
Compras por grupos e departamentos;
Despesas com pessoal de vendas e administrativo;
Despesas indiretas;
Desencaixes com impostos e encargos;
Pagamentos e recebimentos.
2) Reúna informações que possibilitem fazer um planejamento financeiro.

3) Colete dados sobre as vendas por grupos ou departamentos e por loja, com seus valores devidamente deflacionados, como:

Quais mercadorias, quanto e quando comprá-las;
Calendário de promoções e campanhas;
Conhecimento das temporadas baixas e preparação para investimentos nas altas;
Estipulação de cotas de compras;
Conhecimento das particularidades de cada ponto de venda;
Visualização, em gráficos, do desempenho das vendas;

4) Reúna o pessoal da empresa para demonstrar o seguinte:

Para o fechamento do balanço de verificação, mensalmente, deve ser executado o seguinte cálculo sintático:

(+) Vendas à vista
(+) Vendas à prazo
(=) Total de vendas
(-) Custo das mercadorias
(-) Impostos diretos
(-) Comissões + DSR + Encargos
(-) Outros custos diretos
(=) Lucro bruto ou margem
(-) Despesas indiretas ou custos fixos
(=) Resultado Operacional

5) Exija e analise com o contador os balancetes mensais.

6) Administre suas compras e estoques por departamentos ou grupos.

7) Ordene os levantamentos e inventários por linhas de mercadorias similares e correlatas.

8) Trabalhe com estoque mínimo para diminuir a necessidade de capital de giro.

Fonte: Sebrae Nacional – 28/10/2015

Calote em cartão de crédito chega a 27%

Nuvens pairam sobre o mundo do cartão de crédito. Após anos de crescimento exuberante, o setor sofre cada vez mais com um problema que tira o sono de muita gente: o calote. Em tempos de economia vacilante, brasileiros nunca estiveram tão enrolados com as faturas e a inadimplência atingiu 27,3% em abril, nível mais alto para o mês na série histórica do Banco Central.

 

Se o critério for mais rígido e também levar em conta quem atrasou o pagamento do extrato de 15 a 89 dias, o número de consumidores com problemas salta para 38,8%. São R$ 14,6 bilhões que não entraram nos cofres dos bancos.

 

O cartão sempre teve inadimplência mais alta que outras operações. Na média de 2005 a 2010, por exemplo, o calote médio ficou em 24,1%, bem superior aos 9% do cheque especial. O problema é que a taxa voltou a avançar mais rápido e, agora, gira em torno dos níveis recordes da série.

Comprometimento

Descontrole financeiro, superendividamento e perda de renda são apontados como as causas do problema. “É sinal de que consumidores comprometeram parte muito grande da renda”, diz o presidente do Programa de Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar), Claudio Felisoni de Angelo.

Mas os motivos extrapolam os problemas pessoais. “Clientes compram mais porque acreditam que o ganho de renda dos últimos anos vai se repetir. Ninguém pensa que a crise pode tirar o emprego ou estancar a renda”, diz o professor de finanças pessoais da Universidade de Brasília, Newton Marques.

Há um terceiro motivo mais recente: consumidores podem estar sendo, erroneamente, incentivados a usar o cartão mais que o necessário. “O esforço do governo em dizer que o juro caiu pode estar fazendo com que muitos usem mais. O juro caiu em algumas linhas, mas quase nada no cartão”, diz Felisoni.

“Antes éramos jogados do 23.º andar. Hoje, é do 18.º. O resultado final é o mesmo.” Pesquisa recente da Associação dos Executivos de Finanças (Anefac) mostra que a taxa média do cartão segue em 10,69% ao mês há pelo menos um ano.

O descontrole financeiro é mais comum entre clientes que têm pouca familiaridade com o cartão. O problema afeta especialmente a chamada nova classe média. E, nos últimos anos, a ascensão social de milhões de famílias aconteceu com um acessório quase obrigatório: o cartão na carteira. É quase tão simbólico como o iogurte no início do Plano Real.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito, o universo de cartões de crédito e de loja alcançou 440 milhões em maio. É como se cada brasileiro levasse 2,3 deles no bolso. Isso sem contar os que têm apenas a função débito. Em 2003, eram 116 milhões de cartões ou 0,6 por habitante.

O boom aconteceu principalmente porque bancos viram no cartão de crédito uma porta de entrada para novos clientes. O problema, porém, é que muitos não sabem como a operação funciona. “Muitos pagavam o mínimo e achavam que a dívida estava quitada”, lamenta um executivo do setor.

O Banco Central até atuou e, há um ano, o pagamento mínimo aumentou de 10% para 15% do total da fatura. O porcentual deveria ter subido para 20% em dezembro, mas o governo desistiu. Se o porcentual tivesse subido, os problemas poderiam ser ainda piores, dizem os analistas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em um mês, 700 mil devedores foram negativados, mostra SPC Brasil

Número ultrapassa 58 milhões de negativados, segundo estimativa. Quase 40% da população entre 18 e 95 anos fazem parte de lista de inadimplentes e o crescimento das dívidas com contas de água e luz se destacam

O número de consumidores brasileiros com contas em atraso continua crescendo e chegou a58,7 milhões de devedores em todo o país. Apenas entre fevereiro e março desse ano cerca de 700 mil devedores foram negativados. Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e representam 39,64% da população entre 18 e 95 anos. A estimativa é de que 4,2 milhões de novos devedores foram incluídos nas listas de inadimplentes desde o início de 2015, quando o indicador apontava para 54,6 milhões de negativados.

Os dados mostram que, ainda que a lei 16.569/2015 esteja dificultando a negativação dos inadimplentes no estado de São Paulo, o número de consumidores registrados em cadastros de devedores segue em crescimento em todo o restante do território nacional. Considerando as outras quatro regiões, o maior número absoluto de negativados está no Nordeste, com 15,7 milhões de pessoas. No entanto, em percentual da população adulta, este número representa 40,02%, o segundo menor, à frente apenas dos 36,21% da Região Sul, que possui 8,0 milhões de negativados.

Por outro lado, a região Centro-Oeste tem o menor número absoluto de negativados, 4,8 milhões, mas com um percentual relativamente alto do total da população adulta: 42,85% – atrás apenas da região Norte, onde 46,35% dos adultos estão inadimplentes e registrados em cadastros de devedores.

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a inadimplência deve continuar crescendo nos próximos meses, em razão da piora da economia e do aumento do número de desempregados. “A inflação elevada tem prejudicado o planejamento financeiro dos brasileiros, já que há perda constante do poder de compra”, diz. “Além disso, as altas taxas de juros encarecem as compras realizadas a prazo e os financiamentos, dificultando ainda mais o pagamento em dia dos compromissos financeiros”, afirma.

Nordeste tem maior alta anual da inadimplência

De acordo com o indicador do SPC Brasil, no último mês de março frente à igual período do ano passado, a alta mais expressiva da inadimplência foi na região Nordeste, onde foi verificado um aumento de 8,09% na quantidade de consumidores com dívidas em atraso. Entre as quatro regiões consideradas no estudo, o Nordeste mostrou a maior alta anual do indicador pelo oitavo mês consecutivo. Em seguida aparecem a região Centro-Oeste (4,64%), o Norte (4,23%) e a região Sul (3,10%).

O SPC Brasil passou também a divulgar as informações de devedores das regiões abertas pela participação de cada um dos gêneros – masculino e feminino. Quando analisamos as regiões Centro-Oeste, Sul e Norte, os homens são maioria entre os inadimplentes, representando 52,84%, 51,21% e 50,63%, respectivamente. Já as mulheres são maioria no Nordeste, concentrando 52,22% dos devedores.

Dívidas de contas básicas como água e luz se destacam 

A abertura das dívidas não pagas por segmento da economia revela que as pendências com contas básicas de Água e Luz registraram o crescimento mais elevado em três das quatro regiões estudadas: alta de 19,49% na região Nordeste, de 15,45% no Norte e de 7,97% no Sul em março deste ano na comparação com o mesmo período de 2015. “O aperto financeiro tem cada vez mais impacto na capacidade de pagamento até mesmo de contas básicas do dia a dia”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “Há vários meses as dívidas com os segmentos de serviços básicos para o funcionamento das residências tem crescido de modo substancial” diz.

Já na região Centro-Oeste, foi o setor de Banco o que registrou a maior variação anual do número de dívidas, com crescimento de 9,36% em março.

Nova lei prejudica inscrição de inadimplentes

Desde setembro de 2015, quando passou a vigorar a chamada “Lei do AR”, os consumidores do estado de São Paulo que atrasam suas contas só podem ter seu nome incluído em cadastros de devedores se assinarem um aviso de recebimento (AR) enviado pelos Correios. No modelo antigo, que vigorava desde a implantação do Código de Defesa do Consumidor, em 1991, a notificação era feita por carta simples e o consumidor tinha dez dias corridos para regularizar sua dívida antes de ter o CPF negativado.

Como os Correios enfrentam dificuldades para localizar os consumidores em horário comercial para colher a assinatura do AR e alguns inadimplentes se recusam a assinar o protocolo, muitos consumidores que atrasam suas contas estão deixando de constar na lista de inadimplentes, o que causa distorção no mercado de crédito no país. Com menos informações na base de devedores, a concessão de crédito deve sofrer impactos, resultando em juros mais elevados para todos os consumidores, estando eles com as contas em dia ou não.

Outro ponto prejudicial da nova lei é que, caso o consumidor não seja localizado pelos Correios e não assine o aviso de recebimento, ele só poderá ser considerado inadimplente se a dívida for protestada em cartório, o que implica na cobrança de taxas para ter a pendência excluída após o seu pagamento. Antes da nova lei entrar em vigor, o consumidor não era onerado financeiramente, pois bastava pagar a dívida para ter o nome ‘limpo’ de volta, independentemente de o lojista optar ou não pelo protesto.

O SPC Brasil e a CNDL acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) pela inconstitucionalidade da lei e aguardam o julgamento. Enquanto a lei está em vigor, o SPC Brasil decidiu interromper as divulgações dos dados de inadimplência do Sudeste, devido a grande participação do estado de São Paulo nos dados na região.

Baixe a série histórica e a íntegra em:
https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos